Segunda-feira, Julho 13, 2009

Dia Mundial do Rock II


No dia do Rock dá para falar de futebol, sim.

Afinal, o líder da banda mais cultuada e fanatizada do Heavy Metal é britânico e, como não, adepto do esporte bretão. Inclusive, chegou a se tornar jogador (e depois torcedor) do West Ham United de Londres.

No entanto, descobriu que tinha uma aptidão maior com as mãos e, em vez das quatro linhas, optou pelas quatro cordas. Virou craque do baixo.

Ainda assim, Harris mantém o gosto pelas peladas que disputa em meio a turnês da banda ao redor do mundo (veja no vídeo que ele tem intimidade com a gorducha).

E não é só ele que nutre um gosto pelo esporte entre os integrantes da Donzela de Ferro.

Bruce Dickinson, o atual vocal e o mais marcante da banda, nos idos dos anos 70 se dedicara a esgrima, chegando a disputar torneios internacionais.


Dia Mundial do Rock

Hoje é dia do Rock.

E essa data, claro, acabou se misturando ao acontecimento mais relevante da música no ano que foi a morte de Michael Jackson.

E o Rei do Pop misturou um pouco de tudo em suas canções: R&B, Soul, Funk, Jazz e, claro, Rock and Roll.

Por isso, aproveitamos a data para colocar um vídeo de uma música que acabou passando batida em meio as homenagens, mas que possui uma das veias mais rock dentre seus trabalhos:

Dirty Diana.

Originalmente gravada no álbum Bad, o último da parceria de Michael com o célebre produtor Quincy Jones.

Som na caixa.


Que coisa, hein? - II

E talvez a falha de Dênis só não tenha sido pior do que a imensa bobagem feita pelo atacante Zé Carlos do Cruzeiro.

Ao menos, o goleiro tricolor teve chance de se redimir.

Zé Carlos não. Conseguiu a expulsão mais rápida da história do campeonato brasileiro.

Meteu a mão na cara do seu marcador com 7 segundos de bola rolando.

Vergonhoso.


Que coisa, hein?

O goleiro sãopaulino Dênis já demonstrou que conhece das coisas debaixo das traves.

Só que para chegar perto de Rogério Ceni na linha ainda falta muito.

Por enquanto, levou o prêmio da cagada da rodada.


Domingo, Julho 12, 2009

Cabeças vão rolar no Brasileirão


Pouco mais de um quarto do Brasileirão se passou.

E após a décima rodada, a promessa é de que os dirigentes se contaminem com a proximidade do 14 de julho e, no melhor estilo jacobino, comecem a colocar a guilhotina em ação.

Na maioria das vezes, quem sentirá o fio da lâmina serão os professores.

Vejamos a rodada:

Sábado

O Palmeiras enfiou 4 a 1 no Náutico. E se pelo Verdão os jogadores entram em lua de mel com o interino (até quando?) Jorginho, o técnico Márcio Bittencourt do Náutico já começa a sentir um desconforto na garganta.

O Barueri, sem Pedrão, continua brilhando na série A. Aniquilou o Coritiba por 3x1 e permanece na parte de cima da tabela.

Já o Avaí, em casa, perdeu para o concorrente direto, o Botafogo. E o time de Silas e da torcida mais bonita do Brasil parece ter os piores jogadores do campeonato. A vida na Série A tende a ter curta duração.

Domingo

No Morumbi, o São Paulo teve dois pênaltis a seu favor. Um que não foi (ocorreu fora da área) e que o juiz marcou e outro, em cima de Washington, que realmente aconteceu mas que vossa senhoria passou batido. O resultado final em 2x2, pelas circustâncias, acabou sendo bom para os dois lados.

Já na Arena, o Atlético Paranaense subiu várias posições. Fez 3x2 no Colorado, se livrou do incômodo de frequentar o G-4 do mal e colocou Tite com a faca no pescoço. Muricy deve baixar no Beira-Rio.

Ali perto, no Olímpico, o Corinthians reencontrou o fantasma que o rebaixou em 2007. E o reencontro de Mano com o Tricolor gaúcho não poderia ser mais traumático: 3x0 para os gaúchos constrúidos nos primeiros quarenta minutos de jogo. Jean que poucas oportunidades teve, demonstrou que não mereceu a concedida hoje. Expulsão estúpida.

Outro 3x0. O Galo bateu os reservas do Cruzeiro. Despachou o tabu de 12 jogos sem vencer o rival e se alçou à liderança da tabela. Por enquanto, Celso Roth segue firme.

Enquanto isso, o técnico tetracampeão viu mais uma vez o Flu perder. Desta vez, o Santo André foi o algoz no Engenhão: 1x0. Parreira também não deve se achar confortável nas Laranjeiras.

Pior está Vagner Mancini. Culpado ou não, com Luxa a solta no mercado, vê seu cargo na corda bamba após a partida de tênis no Barradão. 6-2 para o Vitória com grande atuação de Domingos. O zagueiro santista foi a principal arma da equipe baiana. Do lado rubro-negro, Carpegiani garante o 100% de aproveitamento jogando em casa.

Na Ilha do Retiro, o Sport completou a rodada e fez 1xo no Goiás.

Brawn, o vigarista


Não sou defensor de Barrichello.

Ao contrário, acostumei a pisar fundo quando o objetivo é criticar o piloto brasileiro.

No entanto, hoje Rubinho foi claramente prejudicado.

Primeiro, no pit stop no qual houve problema com a bomba de gasolina que atrasou uns três o quatro segundos sua parada.

Depois, mesmo na frente do parceiro por toda a corrida, Barrichello foi obrigado a entrar antes nos boxes e abrir caminho para Button abrir o suficiente para, após a sua parada (esta sem erros), permancer a frente do brasileiro.

É claro que a opção da Brawn ao eleger Jenson Button como primeiro piloto é justificada. Button fez por merecer o trato diferente pelo que conquistou nas corridas. Ademais, a briga pelo título ficou acirrada depois da ascensão da RBR.

Por isso, é garantido direito em privilegiar o líder nas opções estratégicas da equipe. Porém, prejudicar Barrichello dentro da pista para favorecer seu companheiro é falta de desportividade total.

Impossível aturar.

É de se esperar que Barrichello também não engula mais essa.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Show de Ronaldo


Ressaca do título.

Relaxamento.

É bem possível que o Corinthians ainda passe por esses sintomas.

Mas não foi nesta quarta-feira contra o Fluminense.

O campeão da Copa do Brasil fez do jogo um verdadeiro espetáculo.

Entrega de faixas, foguetório e gols.

A mesma disposição tática, o costumeiro entrosamento, mais três de Ronaldo e um de Dentinho.

Final: 4x2 contra o Tricolor carioca.

O Corinthians fez música com a bola e a Fiel voltou para a casa cantando.

Cruzeiro e Estudiantes: a decisão da Libertadores


A decisão ficou para o Mineirão.

E se há um responsável por isso, foi o goleiro Fábio que fez umas cinco defesas impossíveis.

E que durante as entrevistas também pronuncia Deus a cada cinco palavras que profere.

Mas o fato é que ontem o goleirão fez milagre.

E apesar de postar bem em campo, quando o goleiro aparece demais é sinal de atenção.

Sem a qualificação dos gols fora de casa, o Cruzeiro joga para ganhar e ser campeão.

E o Estudiantes também.

Não há vantagem mineira exceto a de contar com o apoio da torcida na partida de volta.

Em resumo: o Cruzeiro é favorito, mas apesar da euforia incontida dos cronistas esportivos, terá de jogar para levar a taça longe de Véron e companhia.

Sobre Kaká e Cristiano


A despeito dos valores desembolsados pelos dois craques e da diferença paga a mais pelo português, prefiro Kaká.

Apesar de ser mais comercial, C. Ronaldo não possui a eficiência e o benefício coletivo de Kaká.

Aliás, o português possui uma nuvem de marketing tão grande que talvez nem torne possível uma equiparação com o que se pode fazer dentro de campo.

Detalhe: nas apresentações, os dois craques também demonstraram posturas opostas.

E apesar de número de camisa não fazer gols, vale para ilustrar as diferenças de temperamento: o português não fugiu das comparações. Enquanto Kaká rejeitou usar a camisa 5 de Zidane, Cristiano usará a 9, grafando apenas Ronaldo na camisa.

Comprando futebol


Após os valores estratosféricos bancados pelo Real Madrid por Kaká e, mais ainda, por Cristiano Ronaldo, ocorreram manifestações contrárias ao investimento megalomaníaco por parte da imprensa, de dirigentes de outros clubes europeus e até do presidente da UEFA Michel Platini. Alguns, como Pelé, já propõe a definição de um teto para salários e contratações dos atletas.

Enquanto isso, os fãs do futebol também se perguntam se os jogadores valem tanto quanto pesam aos cofres.

No cenário de crise na Europa, é fato que os valores são distorcidos. Porém, do ponto de vista mercadológico, depois que 40 a 50 mil pessoas assistiram a apresentação de Kaká e mais 85 mil prestigiaram o português, não é difícil prever que o dinheiro injetado será coberto. Aliás, o gajo já bateu o recorde de venda de camisas com 3 mil unidades esgotadas em apenas um dia. E essa é somente uma das fontes que a marca Real Madrid poderá usar para explorar a marca Cristiano Ronaldo.

Assim, melhor deixar a discussão de cifrões de lado, mas continuando no campo da linguagem econômica, a principal duvida é saber o quanto essas contratações agregam valor a um time que se pretende conquistar títulos. Afinal, o torcedor comum prefere ver seu pôster de campeão no quarto do que um superavit recorde na balança do clube.

A capacidade individual de Kaká e Cristiano Ronaldo (Benzema também) é única. Além disso, não há empecilho para que os dois craques joguem juntos. No entanto, como diriam os professores da bola, para formar uma equipe vencedora há que se distribuir qualidade entre todos os setores de uma equipe. Assim como demonstrou a seleção espanhola na Euro e o Barcelona na Liga dos Campeões.

Por isso, além de anabolizar a cobertura midiática em torno do futebol espanhol e acirrar rivalidades, as contratações milionárias do "Floren Team" criarão um campeonato à parte.

Um embate entre dois modelos econômicos distintos dentro de campo: o Barcelona que mantém mais de meio time formado nas categorias de base e o Real Madrid com seu esquadrão milionário.

A "Era dos galácticos", sob o comando do mesmo Florentino Pérez, já deu mostras no passado que milhões de euros não se convertem automaticamente em troféus. Já o Barcelona, faturou a tríplice coroa com um sólido investimento no material produzido em casa.

Para um maior retorno em futebol, se tivesse que apostar, optaria pelo modelo sustentável azulgrana.

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Obina do Palmeiras X Obina do Flamengo


O momento não poderia ser mais oportunista para estabelecer tal comparação.

Mas oportunismo é coisa de centroavante e também vem ao encontro do tema.

Já ouvi várias hipóteses que poderiam dar pistas sobre a principal diferença do Obina que saiu do Flamengo para esse que agora faz gols no Palmeiras.

Muitas afirmações poderiam explicar sua breve redenção:

No Flamengo, Obina ficava mais exposto.

A torcida do Flamengo colocou responsabilidade demais no jogador que não, definitivamente não é melhor que Eto'o.

Obina fez uns gols no Palmeiras, mas perdeu o mais importante na Libertadores contra o Nacional.

Enfim, várias dessas teorias otimistas ou pessimistas, críticas ou depreciativas podem dar alguma resposta inútil.

O que Obina representa é um exemplar genuíno do conjunto de lendas, uma rapsódia do futebol brasileiro.

O típico jogador folclórico. Essencial.

Não é craque, nem grosso. É mediano, mas não é tratado como a maioria porque possui algo diferente. Algo diferente ao fato de ser um jogador mediano que consegue realizar lances de craque e lances de pura tosquice.

Seu diferencial, para usar uma palavra desgastada pelos professores da bola, é seu carisma.

Que fez a torcida palmeirense recebê-lo em meio a tensão da Libertadores com muitas críticas, mas com bom humor e até um certo carinho.

Na verdade, que proporcionou ironia parecida da qual fizeram uso os flamenguistas quando o compararam ao goleador camaronês.

Obina nos diverte sem querer. É um saci e dentro de campo às vezes vai para o bem quando faz gols, às vezes para o mal quando os perde.

É o Obina do Flamengo (muita gente esquece, mas ele fez gols por lá) e é o Obina do Palmeiras (que vai errar bastante também).

Enfim, Obina é peça fundamental do espetáculo.

Domingo, Julho 05, 2009

O Pelé do Tênis


Alguns esportes possuem "o cara".

Aquele exemplo de atleta, o "maior de todos os tempos".

No futebol, não precisa dizer que é Pelé. No boxe, Ali, no Surfe, Slater, no basquete, Michael Jordan. E por aí vai.

No tênis não havia ninguém.

Apesar de grandes jogadores que atravessaram épocas, nenhum reinava supremo.

Até hoje.

E para Roger Federer se tornar o maior tenista da história demorou.

Foram 4 horas e 16 minutos para o suiço definir a vitória contra o americano Andy Roddick.

O quinto set terminou 16 a 14 para o, novamente, número 1 do mundo.

Com o seu sexto título em Wimbledon, Roger Federer alcança 15 títulos de Grand Slam, com conquistas em todas as superfícies.

E sob os aplausos de Pete Sampras, se impõe como o melhor entre os melhores.

OBS.: Registre-se que todos esperavam o britânico Murray, mas o outro Andy, o Roddick, foi um adversário ímpar e fez valer cada pedacinho da décima quinta taça de Grand Slam do suiço.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Cruzeiro finalista da Libertadores


O futebol é realmente um esporte inacreditável.

Dentre inúmeras probabildades, Cruzeiro e Grêmio seguiram o mesmo roteiro que Inter e Corinthians viveram um dia antes, também no RS.

Os mineiros, com toque de bola, frearam o ímpeto gremista e em duas estocadas derrubaram os mosqueteiros gaúchos com 2x0. Bastou Kléber entrar no jogo e Wellington Paulista fez duas vezes.

O segundo tempo serviu apenas para o Tricolor Gaúcho "jogar pela dignidade". E com Réver e Souza veio o empate.

Dessa forma, os rivais gaúchos que se uniram contra o Corinthians em 2007, agora descansam abraçados.

O resultado coloca Brasil e Argentina na final. Cruzeiro e Estudiantes que já se pegaram na primeira fase com vitórias expressivas, uma para cada lado.

E os mineiros chegam com grandes chances de igualar o São Paulo com o tri do torneio sul-americano.

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Corinthians, o melhor do Brasil (em três tempos)


Da torcida

A torcida sempre terá o principal papel no futebol. Sem ela não há espetáculo.

O que não contribui ao espetáculo é quando dirigente quer bancar o corneta de arquibancada.

Impotente, esperneou com um DVD na mão que estavam roubando seu time.

O primeiro argumento de quem não tem argumento.

Como acredito que a maioria dos torcedores do Internacional não gostaram da atitude do senhor vice-presidente, paro por aqui com esse porre.

Do lado da torcida do Corinthians só alegria. Pena que os fanáticos que foram receber o time no aeroporto tenham perdido o filet mignon (Ronaldo, claro, Mano, Cristian, Dentinho, Jorge Henrique e o Capitão Willian) para o Presidente Lula que recebeu o pessoal para fazer aquele guéri-guéri político que, sem dúvida, tem o toque de outro presidente, o Andrés Sanchez.


Dos Jogos

Foi uma lavada.

E antes que alguém comece a chorar, não falo do placar, o 2x2 da última partida.

Todos os professores e comentaristas cansam de repetir que mata-mata é um jogo de 180 minutos.

Pois bem, matematicamente, o placar foi 4x2. Não foi mais, afinal, de acordo com a estimativa que pensei durante o jogo: 4x0, com 45 minutos para acabar, obrigava o Colorado a marcar 5. Um gol a cada 9 minutos. Descontando o tempo de bola parada de um jogo final, os gaúchos tinham a missão de fazer um gol a cada 5 ou 4 minutos. Impossível.

Depois, um jogador mais imbuído do espírito do vice-presidente do Inter, tentou armar (já que não armou nada com a bola rolando) uma quebradeira, mas nem isso foi possível. Willian sorriu. E a Fiel, da ala mais rancorosa, agradece em dobro.

Do Time

O grande craque corinthiano é Mano Menezes. Ronaldo é gênio, meio em formato de lâmpada, mas é difícil dizer que sua presença seria dispensável para a conquista.

Mas sem a batuta do senhor Luis Antonio Venker Menezes, provavelmente o Corinthians não teria dado três passos tão rápidos: Série B, Paulista e Copa do Brasil.

Mas dentre os jogadores, destaco um candidato ao Oscar de melhor coadjuvante. Alessandro foi um gigante em todos os jogos da campanha.